
Felicidades transparentes não escondem as máscaras carnavalescas.
Um sorriso colado nos lábios, uma tristeza calada nos olhos.
A lágrima que escorre na pele marcada, hidrata os sentimentos mais profundos.
A luz da sala iluminada reflete o brilho de um mundo que não é seu.
Os ventos do sul levam embora as alegrias vividas no norte.
Lá sim, a vida era mais forte.
A raiz traz mais segurança que o topo da árvore.
A árvore que não permite me jogar pelos ares
e alçar vôos mais altos.
Ao contrário agora aterrizo e penso:
A embriaguez que me lançava num redemoinho de alegrias
me transmitia uma felicidade momentânea!
O alucinógeno social, o agitador de emoções,
o popularizador, o capturador de corações
foi embora... secou.
E hoje, diante da imagem limpa de neblina,
vejo o seu rosto triste e perfumado.
A máscara derretida no descontentamento,
o abandono compartilhado por mim.
Na ausência do carinho antes doado a ti
me reconheço e compartilho da tua dor.
Escolhemos a máscara do dia seguinte vestimos a pele
do personagem querido, para depois esquecer
a própria identidade.
Me olho e não me reconheço.
Minhas roupas são outras.
Metrô - voltando pra casa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário