quarta-feira, 15 de setembro de 2010



Alimentar as horas
não ver o tempo passar
caminhar sem sair do lugar
ganhar o pão
comer o pão
limpar o chão para o outro passar.
Me equilibrar sobres as pernas
travadas pela circulação precária.
Continuar... não posso parar.
ainda tenho os meus sonhos para alimentar.
O peso da idade, que nem é tanta.
A maturidade, que cria a distância.
Na mão a tinta azul fabrica números, letras.
Na cabeça a estampa pinta a independência financeira.
Posso e sei que posso,
Consegui sempre que quis
e a paciência que me é tão necessária
anda agora por um triz

segunda-feira, 13 de setembro de 2010


Amar é... não ter vergonha de acordar por último e revelar como você é pela manhã para o seu namorado.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Existem pessoas viciadas em muitas coisas por aí.
Cigarro, bebida, sexo e por aí vai...
Eu, que aparentemente sou livre de vícios, descobri uma coisa que não consigo abandonar.
Meu desejo pela a arte, minha obsessão pela criação... Bem que queria me livrar desse foco.
Queria mirar meu pensamento em outra direção. Mas não posso. Não consigo!
É mais forte do que eu. Sofro, passo períodos sofrendo. Abandono tudo, decido levar uma vida de conformismo, sem precisar me torturar com as impossibilidades impostas pela rotina, pelo trabalho, pela condição social, pela falta de tempo que torce o pescoço da minha criação.
Mas daí, um dia eu acordo e o meu sangue volta a circular com mais vontade, aquecendo o meu corpo e a minha alma. A cabeça vira um turbilhão de criações, de imagens, de desejos, cenas, imagens, cores, formas, sons, texturas. Me encorajo, retomo o vigor e direciono os pensamentos...
As coisas começam a acontecer misteriosamente. as coincidências voltam a me rondar e eu penso: Serão sinais meu Deus? Daí descubro que não sei reconhecer bem os sinais.
O que fazer? Continuo sem saber, mas vou adiante. Quero dominar o mundo!
Quero o mundo aos meus pés! A minha arte é enorme e queria poder dar as asas do conhecimento à ela, para que fosse aonde quisesse. Porém, as paredes das salas de aula parecem muralhas intransponíveis. A alternativa é criar a minha própria sala, buscar o meu próprio conhecimento e levantar eu mesmo as muralhas da minha fortaleza.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Engraçado como a vida lhe apresenta sinais. Essa semana aconteceu comigo. (Acho eu!)
Só que é tão difícil ler esses sinais!
Então, decidi assim... Vou seguindo o que meu coração mandar...
Vou deixá-lo solto para me guiar.
Ou até a razão me segurar, né?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Soberania por Manoel de Barros



Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que
tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo
do vento escorregava muito e eu não consegui
pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso
carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos
deram gaitadas me gozando. O pai ficou preocupado
e disse que eu tivera um vareio da imaginação.
Mas que esses vareios acabariam com os estudos.
E me mandou estudar em livros. Eu vim. E logo li
alguns tomos havidos na biblioteca do Colégio.
E dei de estudar pra frente. Aprendi a teoria
das idéias e da razão pura. Especulei filósofos
e até cheguei aos eruditos. Aos homens de grande
saber. Achei que os eruditos nas suas altas
abstrações se esqueciam das coisas simples da
terra. Foi aí que encontrei Einstein (ele mesmo
— o Alberto Einstein). Que me ensinou esta frase:
A imaginação é mais importante do que o saber.
Fiquei alcandorado! E fiz uma brincadeira. Botei
um pouco de inocência na erudição. Deu certo. Meu
olho começou a ver de novo as pobres coisas do
chão mijadas de orvalho. E vi as borboletas. E
meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam
o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no
corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas
podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as
próprias asas. E vi que o homem não tem soberania
nem pra ser um bentevi.


Texto extraído do livro "Memórias Inventadas - A Terceira Infância"

domingo, 11 de abril de 2010


O mundo é uma grande Roda Gigante.
Nossas vidas giram como uma grande Roda Gigante.
E de mãos dadas oito palhaços com um coração Gigante,
nos convidam a dar as mãos à eles e formar uma Grande Roda, num mundo cheio de risos e canções bacanas cantadas muito bem por palhaços que rodam por aí, fazendo do nosso coração um Gigante caldeirão de emoções e carinho.

Após assistir o show "O Sentido da Vida" do Grupo Roda Gigante.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Vamos lembrar do lixo, antes que sejamos obrigados a lembrar dele.

Então, nasce uma flor.
A primeira e última delas.
Anos envolto em pétalas,
enquanto todos cortavam os espinhos e espalhavam o polen.

Me dediquei de corpo e alma.
Mergulhei em apnéia.
E na falta de oxigênio, me arrisquei, me desnudei,
mostrei o pior de mim, arranquei minha pele e me deixei tocar
por um grupo de estranhos que me olhavam
do lado de fora do aquário auxíliados por poucos adestradores.
Passei por tudo isso e finalmente quando ganhei guelras,
vejo através do vidro blindado, os visitantes irem embora,
sem ao menos um adeus...

Poluiu-se o meu quadrado de vidro,
a água invadiu-me
e boiei buscando o oxigênio que me faltava.

terça-feira, 6 de abril de 2010


Acho que por sermos tão diferentes é que nos apaixonamos.
Um amor sem anúncio.
Um amor sem busca.
Eu sozinho, vivia bem.
Você sozinho também queria ficar.
E mesmo os nossos encontros "calientes" nas famosas festas
não eram capazes de anunciar essa união.
Mas o amor aconteceu, primeiro em mim, é verdade. Mas aconteceu!
Não sei como e nem quando nos apaixonamos e nos tornamos amantes.

Por você, enfrentei aquele que era o maior dos meus medos.
Assumi, literalmente, essa relação.
E posso até dizer que foi difícil, mas nem tanto como imaginei.
Hoje, acredito que devo isso a você, que se tornou parte de mim.
A parte mais forte e corajosa de mim.

E aí, o impensável acontece,
as famílias se unem, o amor se fortalece
e o amigo surge.

Não. Não somos o casal da propaganda.
Nadamos contra o provável.
Nos adaptamos um ao outro, na vida, no sexo, no amor.
E cedendo aqui e ali nos tornamos um casal,
que por espanto nosso mesmo, "não briga".
Resolve as questões da melhor forma possível.
Acredito eu, que o amor nos serve como escudo, espada e adorno.

Sim. Você é uma gangorra de emoções.
Totalmente o oposto do que sempre fui.
No parque de diversões da vida era fácil me encontrar
do lado oposto ao da montanha russa,
nas xícaras que giram e giram em torno de si e de tudo,
sem sair do lugar e sempre com a velocidade controlada por mim.
Mas confiei em você e me coloquei ao seu lado para sentir
o vento veloz da queda.
Os loopings me deixam confuso, mas ainda assim, me agarro à você.
Você que é parte de mim, que me envolve e me protege.
Porque parte de mim é forte e corajosa.
Porque parte de mim é todo amor.
O amor que nos é como escudo, espada e adorno.


O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.

Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.

Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.

Meu Deus, tanto sono!...


Álvaro de Campos,
Heterónimo de Fernando Pessoa


segunda-feira, 5 de abril de 2010

O tempo passa e o risco é o mesmo!

domingo, 4 de abril de 2010

Eliomar nome destino
Nome do amigo, sei lá!
Se não parecesse tanto com meu umbigo,
diria que este amigo de outro nome eu iria chamar.
Eliomar desconhecido.
Pessoa educada, sensato e amigo.
que só minha mãe pôde um dia amar.
Eliomar pessoa de um passado antigo,
que eu mesmo corri o risco
de pai um dia chamar.
Quem sabe que destino, minha vida poderia tomar
se eu fosse filho desse tal Eliomar.


Espetáculo lindo!
Lindo o espetáculo que vi.
Músicas, figurinos, cenários, atores, luz...
Tudo era lindo enfim.
Tudo era lindo naquele espetáculo.
Tudo era um espetáculo naquela peça que vi.
Em cena tudo aquilo que desejei e muito daquilo que vivi.
Na platéia olhos atentos, risadas e afagos
do meu amor que também estava ali.

(Depois de ver "Era no tempo do rei")

Tenho cupins no peito
Tenho formigas nas mãos e nos pés
Tenho uma gaivota na cabeça
Sangue sugas no cú
Abelhas no pau
Lombrigas na barriga
Elefantes nas pernas
Cobras em torno do pescoço
Nos ombros carrego baleias
Macacos pulam de braço em braço
Uma gralha grita na boca
E as águias nos olhos buscam o alvo perfeito
Mas de verdade...
Tenho mesmo é um cão ao meu lado
Que me dá carinho, amor e afeto.

(Para Panda)

Sinto a sensação solitária de estar só,
sozinho, ensimesmado na minha redoma de vidro,
sentindo uma sensação de solidão no coletivo.
Sozinho sigo cego sutil neste sentimento vazio.
Na solitude sempre senil deste império do martírio,

Mas o que vira sobre a minha roupa é o suntuosoo rubro líquido sanguíneo.
O que sai pela minha boca,
pele,
mãos é um suor sem calor, mas frio.
Que veste minha idade,
sexo
e desejo num calafrio.

Tenho um inimigo que dorme em mim
Chega cedo e me tira o prazer
Chega na hora errada e não me deixa ler
É inconveniente, mas não era pra ser.

Este inimigo que mora em mim
Me suga e não quer ver o meu bem
Me joga na lona e não vejo ninguém.

E quando preciso que me queira bem
Vai embora e me deixa sozinho
pensando além.

Na hora desejosa do descanso
Prazer nenhum se obtém
Porque o sono maldoso e profundo
Me leva pro seu arem.


Silêncioooooooooo!!!!!

Me jogar numa montanha russa de emoções e sensações e incoerências perturbadores de mim mesmo com as inquietudes desse mundo coberto de instabilidades passageiras que me envolve e a ti também. Você que faz girar provocando encantamento e dor e náuseas e me encanta , me fascina, me hipnotiza. Não quero mais frequentar esse redemoinho mortal e quero me deixar embalar para cima e para baixo nesse redemoinho sentimental, que me deixa confuso e que é a minha salvação e a minha redenção e a minha crucificação. Veneno mortal, que me deixa dormente, fruta doce que me atrai, carne macia e boa de enfiar os dentes, raios, trovões e água gelada que me desperta e me resfria. Quero acordar desse sono profundo e cair na vida sem dormir jamais. Quero me encantar com esse sono profundo e não acordar jamais. Quero e desejo querer sempre mais e mais e não quero desejar mais nada, para não sofrer com os pregos da angústia enfiados nas minhas costas. não quero ser ambicioso para não ter que andar com os pés atolados em brasas até à minha panturrilha malhada pela imposição da beleza em carne viva. Viva e doce. Sangue doce e mortal do desejo antigo e amador de sonhos possíveis e não mais encarados com coragem. quero saber querer para adiante não querer mais o que quero agora. Não quero ser refém de um querer desencorajado pela geografia financeira e familiar. não quero desejar o bem por já querer estar nele. Quero e já não sei mais se quero.

PAREM!!!!!! Parem já esta montanha russa maluca que me vira do lado do avesso! Devolvam o meu dinheiro que já é escasso e o meu tempo que me foi roubado e enfiado num baú velho sem cultura familiar, sem educação e sem vontade... Me deixe voltar para os meus, me deixem tentar voltar às origens, quero vasculhar o chão e descobrir o fio puxado do meu destino. Tenho que retornar ao meu desejo, tenho que me envolver de desejo, tenho que desejar tudo de novo. Tudo aquilo que um dia desejei e que se perdeu por querer desejar o que não era meu. E o que é meu não é permitido porque eu que sou eu não me permito.

domingo, 28 de março de 2010


Quando vivia no casulo era tão mais feliz
E o meu mundo era mais seguro
O meu mundo fazia sentido
E lá me escondia de tudo

Quando vivia no casulo era tão mais feliz
Mas quando as asas nasceram
Quis me aventurar por aí
E descobri que mesmo com tanta luz
O mundo aqui fora é escuro

Quando vivia no meu casulo era tão feliz
Mas foi no lado de fora que descobri
Pessoas, amor e um pouco de tudo
Foi quando aos poucos esqueci do meu casulo

E hoje que tenho asas descobri
Que feliz mesmo eu era quando morava no meu casulo.

quinta-feira, 25 de março de 2010


Idéias se partem,
projetos nem saem do papel,
olhos pesam,
o corpo cansado,
o coração dói,
o espírito inquieto,
a rotina massacra
e o tempo consome.

Tudo pode, tudo posso, só falta acreditar.
E acreditar é tão difícil!

Fé!



Muitas pessoas para demonstrar sua fé fazem orações rigorosamente no mesmo horário, fazem parte de ceitas, igrejas e afins e por aí vai! Eu não. Tenho a minha fé, sei em quem acreditar e me conecto em qualquer lugar sem precisar de um prédio para isso.
Eu uso minha hora de almoço para recarregar as energias e me esvaziar um pouco do ambiente sufocante onde trabalho. Hoje no mesmo horário de sempre, quando saia para almoçar, senti que o sol estava especialmente quente.
"Bem que podia correr uma brisa!", pensei.
Coincidência ou não, no mesmo instante começou a ventar um vento que me levou até em casa. Imediatamente, sem nenhum apelo religioso, agradeci a Deus por aquela brisa, ato comum no meu dia a dia. Daí, refleti sobre isso, sobre o momento certo de agradecer uma benção, uma graça, uma simples brisa ou simplesmente conversar com Deus. Eis que um pouco adiante, num boteco, quatro homens discutem se Deus e Jeová são as mesma pessoa.
Minha conclusão é de que o homem precisa demais nominar tudo, quando na verdade o mais importante é sentir. Não importa que nome tem, se é candomblé, catolicismo, budismo, evangélico ou messiânico. O importante é a fé que carregamos!
Eu tenho a minha e sinto essa energia na minha vida.

quarta-feira, 24 de março de 2010


A flor que nos faz remomeçar...
Não é a mesma que resta no final.

É impressionante como um momento pode mudar todos os outros que temos pela frente.

segunda-feira, 22 de março de 2010


Uma vontade de correr, gritar, bater, xingar, jogar tudo pro alto e... me jogar no abismo.
Porém, agora estou com os pés na ponta, na borda, na pedra fria.
O vento gelado lambe o meu rosto de baixo para cima como um cão afetuoso.
O suor denuncia que a corrente sanguínea está agitada.
O coração parece estar parado de tão acelerados batimentos.
A respiração profunda e lenta encoraja os olhos cheios de lágrimas
a se lançarem no meio de uma imensidão que de tão negra me deixa cego.
Os pés descalços, encharcados de suor e lágrimas, começam a escorregar.
Uma névoa pesada e grossa me empurra para o destino incerto e um hálito forte
e úmido me faz exitar e resistir.
Já falta o equilíbrio e as pernas tremem.
Não sei o que fazer!
Já me joguei de alturas menores, mas nunca assim, sem saber onde vou cair.
De acordo com a altura , podemos calcular o tamanho da queda,
mas se não podemos ver o fundo nem as paredes...
Sem ter onde me segurar, não posso dizer se sairei ileso.

É este o momento em que me encontro, é aqui que reside a minha angústia.
Não há como voltar atrás e tenho muito medo do que me aguarda lá na frente.
Pedras cobriram o caminho que me trouxe até aqui
e formam a beira deste enorme abismo, onde agora estou de pé, tentando me equilibrar.
É tarefa muito árdua se jogar ao léu, no ar, sem equipamento de segurança.
É difícil não ter alternativa, nem a coragem pra me ajudar.

Acabei de jogar uma moeda no vazio e estou esperando o som que vai dar.

quinta-feira, 18 de março de 2010


Um absurdo! Uma covardia!
Gritos invadiram a sala! Os gritos de torcida organizada se misturaram ao som da Tv,
justamente no meu momento de lazer, após um cansativo dia de trabalho. Exatamente na hora em que o corpo ia relaxar, veio o susto, o sobressalto, o alarme.
Gritos invadiram a sala, a Tv no mudo, as pernas apressadas para a porta, os olhos não queriam mais bisbilhotar os aprisionados do reality show e sim o show de terror da realidade.
A porta se abre e lá fora o desespero, a guerra... Paus, pedras, barras de ferro, palavrões. Correria na rua, correria dentro de casa. O coração batendo forte, um tremor nas veias e a impotência. Mais uma vez a impotência diante de tanta violência. Uma violência gratuita, sem propósito, sem sentido.
Sem sentido pra nós, que ainda tentamos conservar o mínimo dos bons valores aprendidos na infância. Eles, ao contrário, em meio à expressões de ira, pareciam se divertir com toda aquela confusão.
A nuvem ameaçadora se formou e se foi como um ciclone. No chão as marcas do acontecido, para provar que não estava louco! E nas casas, pessoas de bem, que tentam relaxar nas poucas horas da noite que se segue, na esperança de que dentro de algumas horas fiquem bem para estarem de pé e viver as emoções de mais um dia de trabalho, enquanto os baderneiros de hoje possívelmente ainda estarão dormindo.

Bom dia trabalhadores e boa noite baderneiros!

terça-feira, 16 de março de 2010

Inundo o meu imundo mundo


Não invada o meu mundo, se não tiver permissão para isso.
Não jogue o meu jogo, se não me conhece como adversário.
Não leia meus pensamentos, se não me conhece profundamente.
Não me tire do meu habitat, porque posso não resistir.
E se eu resistir, por favor compreenda.
Porque no meu mundo me sinto protegido.
Porque no meu mundo, ainda que não me sinta em paz,
consigo seguir adiante.
Porque no meu mundo, recarrego as energias para visitar o seu.
E se o seu mundo não for o ideal para mim, eu me retiro dele, sem que você perceba.
Esta é a vantagem, em meio a milhares de prejuízos,
de não ser tão importante para o mundo dos outros.
Mas se você decidir, que sou tão importante assim para o seu mundo.
Terás um pedaço do meu como presente.
E o meu coração e o meu viver inundado do mundo de nós dois,
de todos nós
e de nós todos.