Cigarro, bebida, sexo e por aí vai...
Eu, que aparentemente sou livre de vícios, descobri uma coisa que não consigo abandonar.
Meu desejo pela a arte, minha obsessão pela criação... Bem que queria me livrar desse foco.
Queria mirar meu pensamento em outra direção. Mas não posso. Não consigo!
É mais forte do que eu. Sofro, passo períodos sofrendo. Abandono tudo, decido levar uma vida de conformismo, sem precisar me torturar com as impossibilidades impostas pela rotina, pelo trabalho, pela condição social, pela falta de tempo que torce o pescoço da minha criação.
Mas daí, um dia eu acordo e o meu sangue volta a circular com mais vontade, aquecendo o meu corpo e a minha alma. A cabeça vira um turbilhão de criações, de imagens, de desejos, cenas, imagens, cores, formas, sons, texturas. Me encorajo, retomo o vigor e direciono os pensamentos...
As coisas começam a acontecer misteriosamente. as coincidências voltam a me rondar e eu penso: Serão sinais meu Deus? Daí descubro que não sei reconhecer bem os sinais.
O que fazer? Continuo sem saber, mas vou adiante. Quero dominar o mundo!
Quero o mundo aos meus pés! A minha arte é enorme e queria poder dar as asas do conhecimento à ela, para que fosse aonde quisesse. Porém, as paredes das salas de aula parecem muralhas intransponíveis. A alternativa é criar a minha própria sala, buscar o meu próprio conhecimento e levantar eu mesmo as muralhas da minha fortaleza.


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