segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sem palavras

E eu aqui perdido num mundo apático, sem vontade de nada, sem reagir, fechado na minha caixa com abertura gradiada, sentindo o bolor subindo pelas pernas, entupindo artérias, inchando os pés e os pulmões... Lindo ver o sol que não vi, viver os amigos que não vivi e lamentar por não saber que estou aqui... Vivo, respirando e perfeito.

E agora estou aqui seguindo viagem rumo a próxima execução de tarefas e diante de mim um jovem, bem mais jovem, sem os dois braços e se queixando bem menos do que eu, que ainda uso os membros para escrever este lamento.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Triste é morrer na solidão... Difícil é se encaixar num lugar desta vida.

Escolher pares, seguir grupos?
Não. Não é o meu talendo.
Sou do desconhecimento.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Eu... Só... Eu.

A cada dia me descubro mais um pouco solitário.
Meus pares não formam par.
Meus irmãos não são meus.
O meu grupo não me agrega.
Minha confiança não acredita em mim e nem nas pessoas.
Os amigos são meus, mas meus não os amigos.
A alegria duvida de mim e a tristeza quer me esnobar.
Brigo tanto pra ser coletivo, mas peixe fora d'água vou continuar.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Eu... Nada

Enquanto estava imerso nos meus problemas, olhando o vazio e aguardando sorrisos, um homem que mal conseguia se locomover desceu do ônibus bem na minha frente. Com muita dificuldade na dicção me disse que não andava e pediu para que o colocasse do outro lado da rua. Para tal tarefa me pediu colo... Eu dei, sem pensar. Não foi um colo de afeto, foi um colo de socorro, de transporte, de locomoção. Não pude levá-lo até o seu destino, mas fui suas pernas por alguns instantes.
Voltei para o banco frio do ponto de ônibus e continuei aguardando sorrisos, mas desta vez olhando o rapaz se rastejando para casa e pensando que o meu maior problema não é nada perto da vida daquele homem, que me agradeceu sorrindo e seguiu adiante.

segunda-feira, 18 de março de 2013

É tão dificil ter controle sobre o que se sente.
É tão difícil dizer para o coracao o que fazer, convencê lo...

sábado, 16 de março de 2013

Aaaaah coracao infiel!! Deixei tudo combinadinho com você. Falei pra näo falar com estranhos e não dar ouvidos aos conhecidos... Eu conversei tanto, tanto com voce. E näo adiantou, lá está voce apaixonado, enlaçado, envolvido...
Te amo, né?

segunda-feira, 11 de março de 2013

Canta alto no meu ouvido e abafa a verborragia da boca femea aguda e ardil. Me invade com boas rimas melódicas e felizes, me coloca em seu tapete de notas musicais e me leva pra loooonge...
... Dessa filha da puta que näo pára dec falar do meu lado. Nem o fone de ouvido resolve!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Saída de cú é rola

Puta guardada nas entranhas da vida.
Sou outro, ser outro, estar com o outro.
O outro que não sou eu, que não é meu, mas que me possui.

Poema escrito com esperma, suor e sem lágrimas.
Puta que finge normalidade, num dia solitário.
Puta, vadia, piranha é a minha cabeça que deixa o coração comandar a parada.
Dormência de valores rachados, caídos por terra.
Hipocrisia clareada pelo efeito dos sêmen que não procria, pelo jorro de prazer...
Não quero a película do bom menino, quero seu bafo quente não minha nuca, sua mão no meu corpo e sua saliva escorrendo pela minha garganta.
Quero e não sei o quero...
Não amo e não sei quanto amo...
Sinto e não sei o que sinto ...
Sei o que já não sei mais.

terça-feira, 5 de março de 2013

Baldio é o meu coração

Baldio coração sem dono, sem cor, sem destino.

No peito o desejo perdido de amar sem olhos fiéis o destino.

Será destino meu amar somente corações já atingidos?

Atingidos por setas com ponta nanquim que borraram meu destino um dia colorido.

Eu, árvore.

Eu, árvore
você, pássaro.

Eu, terra firme
Você, mar revolto

Eu, plantacão
Você, ciclone

Eu, pedra, pó, chão
Os outros liberdade, aventura, emoção.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

E quando tem

E quando tento acalmar o coração, você aparece rasgando o meu peito, que arde por um amor impossível de controlar e irresistível de resistir.

O cão

O que sinto não tem pêlo
mas cola na cara de um cão

farejo, farejo, sem jeito
meu pêlo só cheira a emoção

Sentir não é arte, nem ofício
é minha característica de cão

Que bate no peito em conflito
de um homem cheio de razão