domingo, 10 de janeiro de 2016


Fazia tempo que não te encontrava senhor EU.
Hoje vim passar o olho em você e descobri que o tempo está passando, as rugas estão aumentando e eu continuo na mesma ladainha sem aprender a lidar com a solidão e sofrendo pelo que as pessoas não sentem por mim.

Blá blá, blá sem fim... fim de semana no quarto...

não faz sentido ou faz máximo sentido entender que sozinho vou continuar e não adianta querer que alguém mude isso pra você porque a vida segue... as pessoas vivem...

e quando decidir viver vai ser tarde demais... Morri.

domingo, 6 de julho de 2014

Quem perdeu?

Sempre uso este meio pra abrir meu coração sobre tudo aquilo que não posso dizer por aí
Fiquei um tempo sem me pronunciar, isso porque tive durante esse tempo alguém que me ouviu, que me acolheu, que me fez sentir importante, que me criticou sempre me erguendo...

Ganhei um amigo, um irmão, um amante... Talvez o problema tenha sido esse...
Não ter nada e ganhar muita coisa pode causar uma overdose e um colapso
E mais uma vez não atentei às minhas intuições, me deixei levar, confiei.
Outra vez, como num filme que se repete, estou eu aqui sofrendo pela perda daquilo que nem eu mesmo sei se tive.
Mas é isso... ser emocional, se deixar guiar pelo que sente... sempre fui assim.
Hoje tento entender esse fardo pesado. Hoje tento mais uma vez encontrar remédios que curem a minha dor de amar demais. Hoje, mais uma vez, tenho medo de me tornar uma pessoa dura e com sequelas que reforcem ainda mais a minha solidão e o meu isolamento.
Ser feliz seria tão mais simples se pudesse e soubesse lidar com o que sinto. 

Sobre aquele que um dia esteve e que não está

O peso de uma mudança
Descobrir o seu corpo coletivamente
Amadurecer com platéia
Expor suas descobertas ao vivo, na hora em que brotam
Jogar carne vermelha sangrando na madeira
deixar escorrer o sangue no procênio
contaminar a platéia
sacrificar suas horas
seus dias
anos...
Por que?
Ainda hoje acho que o teatro e minha vida se confundiram, não como um caminho profissional, desejo que meu calor jovem almejava, mas como num processo de descoberta em que um adolescente tem seus iguais como cúmplices. Sim, o palco foi meu cúmplice...
E como pontualmente acontece na minha vida, o rompimento me deixou sozinho... Cheio de registros emocionais, mas sem muitas imagens. Talvez, porque assim como os grandes rituais religiosos tem pontos em que não podem ser registrados em imagens, os meus grandes momentos de cumplicidade adolescente com o tablado também não poderiam ser compartilhados com a posteridade.

Hoje tenho pequenos filmes que entram em cartaz, como reprises de uma sessão da tarde, de quando em quando deixando aquele aperto saudosista no peito e a pergunta: E se fosse diferente? 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sem palavras

E eu aqui perdido num mundo apático, sem vontade de nada, sem reagir, fechado na minha caixa com abertura gradiada, sentindo o bolor subindo pelas pernas, entupindo artérias, inchando os pés e os pulmões... Lindo ver o sol que não vi, viver os amigos que não vivi e lamentar por não saber que estou aqui... Vivo, respirando e perfeito.

E agora estou aqui seguindo viagem rumo a próxima execução de tarefas e diante de mim um jovem, bem mais jovem, sem os dois braços e se queixando bem menos do que eu, que ainda uso os membros para escrever este lamento.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Triste é morrer na solidão... Difícil é se encaixar num lugar desta vida.

Escolher pares, seguir grupos?
Não. Não é o meu talendo.
Sou do desconhecimento.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Eu... Só... Eu.

A cada dia me descubro mais um pouco solitário.
Meus pares não formam par.
Meus irmãos não são meus.
O meu grupo não me agrega.
Minha confiança não acredita em mim e nem nas pessoas.
Os amigos são meus, mas meus não os amigos.
A alegria duvida de mim e a tristeza quer me esnobar.
Brigo tanto pra ser coletivo, mas peixe fora d'água vou continuar.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Eu... Nada

Enquanto estava imerso nos meus problemas, olhando o vazio e aguardando sorrisos, um homem que mal conseguia se locomover desceu do ônibus bem na minha frente. Com muita dificuldade na dicção me disse que não andava e pediu para que o colocasse do outro lado da rua. Para tal tarefa me pediu colo... Eu dei, sem pensar. Não foi um colo de afeto, foi um colo de socorro, de transporte, de locomoção. Não pude levá-lo até o seu destino, mas fui suas pernas por alguns instantes.
Voltei para o banco frio do ponto de ônibus e continuei aguardando sorrisos, mas desta vez olhando o rapaz se rastejando para casa e pensando que o meu maior problema não é nada perto da vida daquele homem, que me agradeceu sorrindo e seguiu adiante.

segunda-feira, 18 de março de 2013

É tão dificil ter controle sobre o que se sente.
É tão difícil dizer para o coracao o que fazer, convencê lo...

sábado, 16 de março de 2013

Aaaaah coracao infiel!! Deixei tudo combinadinho com você. Falei pra näo falar com estranhos e não dar ouvidos aos conhecidos... Eu conversei tanto, tanto com voce. E näo adiantou, lá está voce apaixonado, enlaçado, envolvido...
Te amo, né?

segunda-feira, 11 de março de 2013

Canta alto no meu ouvido e abafa a verborragia da boca femea aguda e ardil. Me invade com boas rimas melódicas e felizes, me coloca em seu tapete de notas musicais e me leva pra loooonge...
... Dessa filha da puta que näo pára dec falar do meu lado. Nem o fone de ouvido resolve!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Saída de cú é rola

Puta guardada nas entranhas da vida.
Sou outro, ser outro, estar com o outro.
O outro que não sou eu, que não é meu, mas que me possui.

Poema escrito com esperma, suor e sem lágrimas.
Puta que finge normalidade, num dia solitário.
Puta, vadia, piranha é a minha cabeça que deixa o coração comandar a parada.
Dormência de valores rachados, caídos por terra.
Hipocrisia clareada pelo efeito dos sêmen que não procria, pelo jorro de prazer...
Não quero a película do bom menino, quero seu bafo quente não minha nuca, sua mão no meu corpo e sua saliva escorrendo pela minha garganta.
Quero e não sei o quero...
Não amo e não sei quanto amo...
Sinto e não sei o que sinto ...
Sei o que já não sei mais.

terça-feira, 5 de março de 2013

Baldio é o meu coração

Baldio coração sem dono, sem cor, sem destino.

No peito o desejo perdido de amar sem olhos fiéis o destino.

Será destino meu amar somente corações já atingidos?

Atingidos por setas com ponta nanquim que borraram meu destino um dia colorido.

Eu, árvore.

Eu, árvore
você, pássaro.

Eu, terra firme
Você, mar revolto

Eu, plantacão
Você, ciclone

Eu, pedra, pó, chão
Os outros liberdade, aventura, emoção.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

E quando tem

E quando tento acalmar o coração, você aparece rasgando o meu peito, que arde por um amor impossível de controlar e irresistível de resistir.

O cão

O que sinto não tem pêlo
mas cola na cara de um cão

farejo, farejo, sem jeito
meu pêlo só cheira a emoção

Sentir não é arte, nem ofício
é minha característica de cão

Que bate no peito em conflito
de um homem cheio de razão

terça-feira, 5 de julho de 2011

Depois de quatro anos 
A paixão surgiu e o amor restou

Eu que nunca imaginei estar com alguém tanto tempo, completei 4 anos de namoro já penso nos próximos anos juntos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Às vezes fico tentando me lembrar da mais aniga recordação que tenho na vida, como estou fazendo agora, e o que me vem à cabeça são as unhas enormes de uma merendeira do colégio ainda no Jardim de Infância. Da professora tentando me convencer a ficar na escola sozinho. Da minha mãe me carregando nos braços, correndo para o hospital, no meu primeiro dia de aula, após um tombo sobre os cacos de uma garrafa de coca cola. O que me rendeu a cicatriz que carrego no rosto até hoje.
Lembro também que cantava uma música do Roberto na hora do meu recreio, enquanto as outras crianças dormiam em suas esteirinhas. Fato que já revela. Sim. Eu já nasci velho! Enfim, o fato é que eu fazia sucesso entre as professoras e como eu era o único que não dormia, acabei virando o xodozinho da professorada! rs! Quem me vê relatando essas coisas deve duvidar que eu possa lembrar de momentos tão, tão antigos. mas posso me recordar ainda de uma exposição de quadros feita com os trabalhinhos dos alunos, da minha formatura do jardim, onde os meus coleguinhas puxavam a minha cadeira toda vez em que eu ficava de pé e por aí vai!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

1977

Minha mãe devia estar comemorando seu aniversário envolvida nos braços do meu pai em Abril de 76.
O presente (assim espero!) veio nove meses depois, em janeiro de 1977, um mês após o primeiro campeonato da Beija Flor, minha escola do coração. Aquele bebê já nasceria pintado de azul e branco e um mês após o nascimento a escola de Nilópolis conquista o bi campeonato.
É. Acho que foi assim que começou minha história de amor com o carnaval. Então foi pensando nisso que decidi me revisitar, emoldurando essas memórias                           com cores fortes, paêtes, plumas e samba.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Minhas lembranças são estranhas.
Minha memória curta, recorda de um passado distante e apaga os momentos de ontem.
Uma infância conturbada, me fez acostumar com o mal destino.
Me fez criar um anticorpo que se adapta às condições impostas pela vida.
Mas como todo bom ser humano, eu também não poderia estar confortável com esse raro momento de mar brando.Não que eu queira turbulências. Nada disso!
Mas como os judeus, eu também fico sempre alerta.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sobre o que não sei sentir

É estranho saber de você.
Saber que mesmo ausente, foi tão presente.
Lembrar dos raros momentos juntos.
Te conhecer a distância, embaixo de sol quente,
correndo atrás de você ou te esperando manhãs e tardes sem fim.
Receber um trocado como forma de pagamento de um carinho que deveria ser gratuito.
Dividir espaço e quase sempre perder a disputa da atenção daquela mulher que amamos.
Seu grande amor, meu grande amor.
A presença dela ao meu lado, para você, imagino eu, deve ser sua maior vitória.
Sua presença ao lado dela, talvez para mim, deva ter sido um momento de derrota.
Conturbada e estranha relação.
Parte marcante de uma infância cheia de meandros e mistérios.
Tão distante e tão perto.
Tão destrutivo e tão protetor.
O fato que seja como for, saber da sua existencia  e da sua presença, me deixa seguro.
O amadurecimento e o contato adulto com o seu universo, fez contraste com a sua, cada vez mais presente fragilidade. E quem diria, aquele ogro, cheio de maus costumes, rude, grosseiro, se mostrou um homem sensível e apaixonado.
Aquele homem distante que sempre se mostrou protetor no momento de perigo, como um cão de guarda.
Mostrou que me ama... Não escondeu suas fraquezas e me conquistou, lá ao seu modo, mas me conquistou.
Hoje a muralha, parece ruir aos poucos. Cada dia um pouquinho mais.
Pedra por pedra, vou vendo meu protetor perder as forças.
E com ele vou me sentindo um pouco mais vulnerável também.
Meu coração ainda não sente a dor da perda, até porque, ainda não o perdi.
Mas sinto aquele aperto. Daqueles que não afroxam tão rápido.
E mesmo que eu veja, a inevitável destruição da muralha que me protege.
Não me conformo, com o que os olhos me mostram.
Falta sentido na vida. Falta ânimo na caminhada.
Falta um pouco de motivação.
Falta, um pouco do muito que poderíamos ter vivido juntos.
E que falta fez, faz e fará um pai para abraçar.