Enquanto estava imerso nos meus problemas, olhando o vazio e aguardando sorrisos, um homem que mal conseguia se locomover desceu do ônibus bem na minha frente. Com muita dificuldade na dicção me disse que não andava e pediu para que o colocasse do outro lado da rua. Para tal tarefa me pediu colo... Eu dei, sem pensar. Não foi um colo de afeto, foi um colo de socorro, de transporte, de locomoção. Não pude levá-lo até o seu destino, mas fui suas pernas por alguns instantes.
Voltei para o banco frio do ponto de ônibus e continuei aguardando sorrisos, mas desta vez olhando o rapaz se rastejando para casa e pensando que o meu maior problema não é nada perto da vida daquele homem, que me agradeceu sorrindo e seguiu adiante.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Eu... Nada
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