Puta guardada nas entranhas da vida.
Sou outro, ser outro, estar com o outro.
O outro que não sou eu, que não é meu, mas que me possui.
Poema escrito com esperma, suor e sem lágrimas.
Puta que finge normalidade, num dia solitário.
Puta, vadia, piranha é a minha cabeça que deixa o coração comandar a parada.
Dormência de valores rachados, caídos por terra.
Hipocrisia clareada pelo efeito dos sêmen que não procria, pelo jorro de prazer...
Não quero a película do bom menino, quero seu bafo quente não minha nuca, sua mão no meu corpo e sua saliva escorrendo pela minha garganta.
Quero e não sei o quero...
Não amo e não sei quanto amo...
Sinto e não sei o que sinto ...
Sei o que já não sei mais.
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