
Me jogar numa montanha russa de emoções e sensações e incoerências perturbadores de mim mesmo com as inquietudes desse mundo coberto de instabilidades passageiras que me envolve e a ti também. Você que faz girar provocando encantamento e dor e náuseas e me encanta , me fascina, me hipnotiza. Não quero mais frequentar esse redemoinho mortal e quero me deixar embalar para cima e para baixo nesse redemoinho sentimental, que me deixa confuso e que é a minha salvação e a minha redenção e a minha crucificação. Veneno mortal, que me deixa dormente, fruta doce que me atrai, carne macia e boa de enfiar os dentes, raios, trovões e água gelada que me desperta e me resfria. Quero acordar desse sono profundo e cair na vida sem dormir jamais. Quero me encantar com esse sono profundo e não acordar jamais. Quero e desejo querer sempre mais e mais e não quero desejar mais nada, para não sofrer com os pregos da angústia enfiados nas minhas costas. não quero ser ambicioso para não ter que andar com os pés atolados em brasas até à minha panturrilha malhada pela imposição da beleza em carne viva. Viva e doce. Sangue doce e mortal do desejo antigo e amador de sonhos possíveis e não mais encarados com coragem. quero saber querer para adiante não querer mais o que quero agora. Não quero ser refém de um querer desencorajado pela geografia financeira e familiar. não quero desejar o bem por já querer estar nele. Quero e já não sei mais se quero.
PAREM!!!!!! Parem já esta montanha russa maluca que me vira do lado do avesso! Devolvam o meu dinheiro que já é escasso e o meu tempo que me foi roubado e enfiado num baú velho sem cultura familiar, sem educação e sem vontade... Me deixe voltar para os meus, me deixem tentar voltar às origens, quero vasculhar o chão e descobrir o fio puxado do meu destino. Tenho que retornar ao meu desejo, tenho que me envolver de desejo, tenho que desejar tudo de novo. Tudo aquilo que um dia desejei e que se perdeu por querer desejar o que não era meu. E o que é meu não é permitido porque eu que sou eu não me permito.
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