
Alimentar as horas
não ver o tempo passar
caminhar sem sair do lugar
ganhar o pão
comer o pão
limpar o chão para o outro passar.
Me equilibrar sobres as pernas
travadas pela circulação precária.
Continuar... não posso parar.
ainda tenho os meus sonhos para alimentar.
O peso da idade, que nem é tanta.
A maturidade, que cria a distância.
Na mão a tinta azul fabrica números, letras.
Na cabeça a estampa pinta a independência financeira.
Posso e sei que posso,
Consegui sempre que quis
e a paciência que me é tão necessária
anda agora por um triz
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