
Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda que palavra por palavra sou eu estou morrendo.
Me sufoca, me abafa... dor no peito!
A falta de sensibilidade, faz com que as palavras se escondam em minhas entranhas.
Quero falar, juro que quero! Mas não consigoe muitas das vezes não sei de verdade o que dizer.
O cão perdeu a voz e o faro já não é o mesmo. Quero gritar muito alto e sem para e depois chorar, um choro sem fim. Deixar todas as amarras de molho nas minhas lágrimas e voltar a ser o menino da escola de teatro. Olho no espelho e não me reconheço, envelheci dez anos em dez meses. Meus amores já não me deixam feliz. Estou sem norte, sem eixo. Me culpo pro tudo, me sinto um monstro, a péssima companhia, o anti social, o burro, o mala... Meus valores estão indo pelo ralo, meu brilho está no esgoto. Não consigo ver beleza nas coisas. Quero criar, ter idéias, enfrentar a vida e não consigo. Quero um facão para abrir o peito e tirar essa dor que se instalou. Quero o remédio, a solução, mas só eu tenho a fórmula e esqueci qual é. Não quero deixar as coisas perederem o sentido, preciso encontrar um significado, mesmo que não seja para o meu trabalho, mas pra minha vida.
Baco, se não sou teu, me expulsa dos teus domínios. Eros, se não sou teu, libera então aquele que amo dos meus braços. Deus, sei que sou teu, posso sentí-lo! Então, me guia, me tira ou me leva para a vida, mas não me deixe aqui no lugar onde estou, porque é ruim demais.
Já começo a fazer mal às pessoas, minha dor é imensa, o plexo escurece.
Me ajuda Deus, se é ao senhor que todos recorrem, me ajuda! Não posso contar com mais ninguém neste momento, porque só você cabe o que cabe em mim agora. Somos um e o todo... mas a tua parte que cabe em mim está morrendo! Me traz de volat, me ressuscita, devolve a luz. Minhas lâmpadas internas queimaram, conto apenas com um pequeno refletor de lata de tinta que trago na cabeça e ele já começa a piscar.
Meu amor, te amo! Minha arte, te amo! Aos novos amigos, os amo! E aos ficaram também.
Pessoas querem me ajudar como querubins, mas as pernas não me deixam caminhar.
Não quero que sintam pena de mim! Quero gritar, chorar, criar, amar e ser amado. Afasta esse medo de mim! Não quero mais pensar! Afasta esse medo sem fim!
Nunca achei possível, mas tenho sequelas da minha infãncia.
A minha criança existe, sim ela existe. Talvez esse seja o problema, ela estar aqui.
Minha criança é assim... Foi espancada, viu a mãe ser espancada, não tinha contato com as outras crianças ( a não ser as da escola), por isso, não tinha amigos. Durante um tempo conviveu com as duas irmãs maiores que não eram seus pares, depois perdeeu o pouco da atenção que tinha para a irmã mais nova. Nunca teve voz, vez e ou foi ouvido.
Meu Deus! Agora lembro que sentia as dore de um adulto. Que sofria e chorava as mágoas de um adulto. Mãe trabalhando, irmãs na escola, portão trancado, padastro me odiando, pai me comprando e eu sozinho. Eu e a televisão. Sexo, amor, conflitos...
Passei por tudo sozinho.
Meu deus! Agora lembro... A dor é a mesma! Meu deus! meu deus!
Porque? Me ajuda!
Méier, 12 de outubro de 2008. (para Ana Mirian Pichini)
(manhã de domingo)
Me sufoca, me abafa... dor no peito!
A falta de sensibilidade, faz com que as palavras se escondam em minhas entranhas.
Quero falar, juro que quero! Mas não consigoe muitas das vezes não sei de verdade o que dizer.
O cão perdeu a voz e o faro já não é o mesmo. Quero gritar muito alto e sem para e depois chorar, um choro sem fim. Deixar todas as amarras de molho nas minhas lágrimas e voltar a ser o menino da escola de teatro. Olho no espelho e não me reconheço, envelheci dez anos em dez meses. Meus amores já não me deixam feliz. Estou sem norte, sem eixo. Me culpo pro tudo, me sinto um monstro, a péssima companhia, o anti social, o burro, o mala... Meus valores estão indo pelo ralo, meu brilho está no esgoto. Não consigo ver beleza nas coisas. Quero criar, ter idéias, enfrentar a vida e não consigo. Quero um facão para abrir o peito e tirar essa dor que se instalou. Quero o remédio, a solução, mas só eu tenho a fórmula e esqueci qual é. Não quero deixar as coisas perederem o sentido, preciso encontrar um significado, mesmo que não seja para o meu trabalho, mas pra minha vida.
Baco, se não sou teu, me expulsa dos teus domínios. Eros, se não sou teu, libera então aquele que amo dos meus braços. Deus, sei que sou teu, posso sentí-lo! Então, me guia, me tira ou me leva para a vida, mas não me deixe aqui no lugar onde estou, porque é ruim demais.
Já começo a fazer mal às pessoas, minha dor é imensa, o plexo escurece.
Me ajuda Deus, se é ao senhor que todos recorrem, me ajuda! Não posso contar com mais ninguém neste momento, porque só você cabe o que cabe em mim agora. Somos um e o todo... mas a tua parte que cabe em mim está morrendo! Me traz de volat, me ressuscita, devolve a luz. Minhas lâmpadas internas queimaram, conto apenas com um pequeno refletor de lata de tinta que trago na cabeça e ele já começa a piscar.
Meu amor, te amo! Minha arte, te amo! Aos novos amigos, os amo! E aos ficaram também.
Pessoas querem me ajudar como querubins, mas as pernas não me deixam caminhar.
Não quero que sintam pena de mim! Quero gritar, chorar, criar, amar e ser amado. Afasta esse medo de mim! Não quero mais pensar! Afasta esse medo sem fim!
Nunca achei possível, mas tenho sequelas da minha infãncia.
A minha criança existe, sim ela existe. Talvez esse seja o problema, ela estar aqui.
Minha criança é assim... Foi espancada, viu a mãe ser espancada, não tinha contato com as outras crianças ( a não ser as da escola), por isso, não tinha amigos. Durante um tempo conviveu com as duas irmãs maiores que não eram seus pares, depois perdeeu o pouco da atenção que tinha para a irmã mais nova. Nunca teve voz, vez e ou foi ouvido.
Meu Deus! Agora lembro que sentia as dore de um adulto. Que sofria e chorava as mágoas de um adulto. Mãe trabalhando, irmãs na escola, portão trancado, padastro me odiando, pai me comprando e eu sozinho. Eu e a televisão. Sexo, amor, conflitos...
Passei por tudo sozinho.
Meu deus! Agora lembro... A dor é a mesma! Meu deus! meu deus!
Porque? Me ajuda!
Méier, 12 de outubro de 2008. (para Ana Mirian Pichini)
(manhã de domingo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário