sábado, 23 de maio de 2009


A sensibilidade me leva a lugares que me surpreendem. Ouvir mais do que o normal, sentir o toque como se estivesse sem a camada fina de pele que me veste e cheirar... Sentir o cheiro do hoje, do agora e não desprezar o cheiro de mofo e de nafitalina carregado pelas minhas roupas velhas e cheias de recordações, de histórias, casos, acasos, sentimentos, amores, desafetos... O inanimado se enche de vida e dá cor ao que era cinza. Os olhos agora são duas grandes tv's de plasma e transmitem uma proramação variada. "É como se minha vida passasse diante dos meus olhos". E mais ainda, quem quiser saber um pouco mais de mim, basta olhá-los. A noite, bem a noitinha as telas são desligadas para um sono profundo, mas a programação continua na minha cabeça. Às vezes, uma reprise, outras dias são filmes fantasiosos. O ibope deles é medido pela manhã. Se a programação foi boa, a recordação se faz presente de imediato, porém essa mesma recordação traz à tona programações não tão agradadáveis, mais intensas. Mais na maior parte das vezes nem me lembro do offizinho. Então deixa essa noite pra lá!

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